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	<title>Afetos &#38; Perceptos Cotidianos</title>
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	<description>Este é um espaço de livre expressão de temas que afetam o cotidiano de um ser &#34;normal&#34;, afetos e percepções paralelas, reflexões de um universitário, perceptos! Bem vindo e boa leitura.</description>
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		<title>Afetos &#38; Perceptos Cotidianos</title>
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		<title>Dispensada qualificação para difusão da informação</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Jun 2009 17:07:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Eduardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Desmanche universitário]]></category>
		<category><![CDATA[Diploma de Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino superior]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho pensado em como expressar a indignação que me provocou o voto do ministro Gilmar Mendes do STF quando defendeu a desregulamentação do jornalismo na última quarta-feira (17). Em primeiro lugar, concordo em gênero, número e grau com o que publica na última quinta-feira (18) o blog Café com Notícias (que a partir de hoje, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=chammes.wordpress.com&blog=1486162&post=194&subd=chammes&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Tenho pensado em como expressar a indignação que me provocou <a href="http://media.folha.uol.com.br/brasil/2009/06/17/diploma_jornalismo.pdf" target="_blank">o voto do ministro Gilmar Mendes</a> do STF quando defendeu a desregulamentação do jornalismo na última quarta-feira (17). Em primeiro lugar, concordo em gênero, número e grau com o que publica na última quinta-feira (18) o <a href="http://cafecomnoticias.blogspot.com/2009/06/stf-cancela-exigencia-do-diploma-para.html" target="_blank">blog Café com Notícias</a> (que a partir de hoje, entra nos blogs recomendados por mim). Segue comentário assinado pelo blog em <a href="http://portalimprensa.com.br/portal/ultimas_noticias/2009/06/19/imprensa28949.shtml" target="_blank">entrevista de humorista sobre o caso</a>:</p>
<p><em><a href="http://chammes.wordpress.com/?s=diploma"><img class="alignleft" src="http://chammes.files.wordpress.com/2008/08/.jpg?w=273&#038;h=273" alt="" width="273" height="273" /></a>“</em><em>Ignorância</em></p>
<p><em>Mais uma vez vemos alguém falando do Jornalismo como se fosse uma profissão que exige só técnica. Esquecem que o Jornalismo também é conhecimento científico na área da Ciências da Comunicação e, que por tabela, envolvem outras áreas do conhecimento como Sociologia, Antropologia, História, Literatura, Cinema, etc.</em></p>
<p><em>Por isso que temos um jornalismo esportivo tão ruim. Ex-atletas que não sabem fazer uma matéria ou apurar atuando como Jornalistas.</em></p>
<p><em>Pessoal, não se enganem com as essas declarações sem um pingo de embasamento teórico. O mundo mudou! O Jornalismo também. O diploma e a profissionalização são instrumentos importantes para se ter excelência, qualidade e fortalecimento da categoria.</em></p>
<p><em>Abraço,&#8221;</em></p>
<p>PS.: O &#8220;jornalista&#8221; de &#8220;CQC&#8221;, a propósito, não sabe nem quem é que ganha dinheiro com as Universidades. Não concordo que sejam os reitores.</p>
<p>Eu acrescentaria nos argumentos do blog a excepcional valorização da educação expressa pelo Exmo. ministro. Ontem, fiquei estarrecido com a notícia de que o mesmo <a href="http://www.portaljj.com.br/interna.asp?Int_IDSecao=1&amp;Int_ID=83016" target="_blank">ministro defende a desregulamentação </a>de outras áreas. É mais um capítulo do desmanche do ensino superior no Brasil. E o pior é que temos muitos &#8220;profissionais&#8221; e empresas querendo isso para baratear seus custos e lutar por seus interesses pessoais. Aliás, não considero profissional àqueles que não tem instrução e fundamentação científica para exercer sua &#8220;profissão&#8221;. A esses reservo o título de &#8220;amadores&#8221;.</p>
<p>Testemunhamos agir o poder econômico sobre a grande mídia, que tem o poder de influenciar as decisões oficiais do nosso país. Bem se diz por aí, existem três poderes no Brasil. Em ordem de importância para nossa Suprema Corte: poder econômico, que manda no segundo poder, o da mídia, que através da pressão que costuma exercer sobre a &#8220;opinião pública&#8221;, manda no terceiro, o poder institucional do governo nas suas três instâncias, executivo, legislativo e judiciário. Isso é fato.</p>
<p>Serão cada vez mais comuns coisas como lamentavelmente tivemos notícia ontem: <a href="http://www.gizmodo.com.br/conteudo/tv-boliviana-mostra-cenas-de-lost-como-se-fossem-do-acidente-da-air-france" target="_blank">TV boliviana usa imagens de Lost como se fossem do vôo 447, da Air France.</a> </p>
<p>Pergunto: Inguliremos qualquer coisa? &#8220;Como será o amanhã??? Responda quem puder&#8221;.</p>
<p style="text-align:center;"><a name="pd_a_1722273"></a><div class="PDS_Poll" id="PDI_container1722273" style="display:inline-block;"></div><script type="text/javascript" language="javascript" charset="utf-8" src="http://static.polldaddy.com/p/1722273.js"></script>
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		</noscript></p>
 Tagged: Desmanche universitário, Diploma de Jornalismo, Ensino superior <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/chammes.wordpress.com/194/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/chammes.wordpress.com/194/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/chammes.wordpress.com/194/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/chammes.wordpress.com/194/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/chammes.wordpress.com/194/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/chammes.wordpress.com/194/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/chammes.wordpress.com/194/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/chammes.wordpress.com/194/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/chammes.wordpress.com/194/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/chammes.wordpress.com/194/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=chammes.wordpress.com&blog=1486162&post=194&subd=chammes&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>O quarto das bonecas</title>
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		<pubDate>Wed, 27 May 2009 14:13:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Eduardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>

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		<description><![CDATA[          Paulo Sant’Ana, em coluna titulada “Raposa no galinheiro”, publicada no sábado 16 de maio em Zero Hora, aborda a reflexão do Ministério dos Direitos Humanos sobre o encaminhamento de travestis e transexuais ao sistema carcerário brasileiro. Sinto que denominar o movimento LGBTT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) como a “associação nacional dos transviados” [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=chammes.wordpress.com&blog=1486162&post=186&subd=chammes&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:left;">          Paulo Sant’Ana, em coluna titulada <a href="http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getPalavra&amp;template=3948.dwt&amp;section=Blogs&amp;blog=220&amp;coldir=1&amp;busca=1&amp;topo=3994.dwt&amp;uf=1&amp;local=1&amp;pg=1&amp;palavra=raposa%20no%20galinheiro" target="_blank">“Raposa no galinheiro”</a>, publicada no sábado 16 de maio em Zero Hora, aborda a reflexão do Ministério dos Direitos Humanos sobre o encaminhamento de travestis e transexuais ao sistema carcerário brasileiro. Sinto que denominar o movimento LGBTT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) como a “associação nacional dos transviados” seja uma forma preconceituosa de olhar a questão. Sim, eu diria homofóbica, assim como a maneira de o colunista se referir às lésbicas, “sapatonas”. Sant’Ana, invocando o princípio de que pessoas de sexo oposto não podem ser encarceradas no mesmo local afim de prevenir práticas sexuais nas carceragens, questiona tal possibilidade.</p>
<p><a href="http://www.emdiacomacidadania.com.br/blog/md/cadeia_1190356845.utopiacere.flickr.2007.jpg" target="_blank"><img class="alignleft" src="http://www.emdiacomacidadania.com.br/blog/md/cadeia_1190356845.utopiacere.flickr.2007.jpg" alt="" width="420" height="281" /></a>            Ora, os tempos mudaram. As pessoas mudaram e os gêneros foram “desengessados”. Quer dizer, as possibilidades são múltiplas e os direitos humanos do cidadão privado de liberdade devem ser mantidos em sua integralidade. Repito: independentemente da orientação sexual do indivíduo preso, ele é um cidadão em situação de privação de liberdades individuais, mas seus direitos constitucionais devem ser preservados e garantidos. Quer dizer, apesar de ter direito a visita íntima, nem todos os encarcerados tem quem as faça e ter uma travesti ou transexual na mesma cela contribui para que os direitos desse cidadão sejam desrespeitados.</p>
<p>            O colunista tem razão quando diz que a confusão está criada. Há anos está criada. O problema é que, em geral, as pessoas simplesmente ignoram aquilo que elas não sabem como funciona. Pois bem, travestis e transexuais, antes de qualquer coisa, são pessoas como qualquer um de nós. Esse ponto, creio, é consenso. Depois, se classificar essas pessoas nos gêneros já existentes é difícil para cabeças brancas que não se importam com o tempo, com sua passagem, a proposta deve ser alterada. Em vez de propor que travestis e transexuais sejam presas em penitenciárias femininas, é necessário então que se construam penitenciárias exclusivas.</p>
<p>            O que não pode é continuar a “putaria” Pois é assim que tenho visto o sistema penitenciário: uma grande putaria. Os presos se relacionam sexualmente, isso é fato e não pode ser ignorado. Lá impera a lei do mais forte. O maior come o menor, e assim por diante. As travestis e transexuais tornam-se, dessa forma, alvo fácil dos presos que não recebem há muito tempo a chamada visita íntima. Mesmo em situação de privação de liberdades individuais, os hormônios não param de ser produzidos, e isso tudo se torna normal. A propósito, um albergue em Porto Alegre, que teve problemas para acomodar travestis e transexuais em quartos masculinos, rejeitadas também pelas ocupantes dos quartos femininos, criou sabiamente o Quarto das Bonecas, onde são acomodados aqueles que se sentirem violentados ou agredidos em seus direitos, ou apenas, que se sintam melhor neste outro espaço. Não é tão difícil resolver o problema, o mais difícil é convencer os anciãos da sociedade primitiva da necessidade de adaptar os sistemas à realidade. Sant’Ana, respeito é bom, e todo mundo gosta.</p>
 Tagged: Direitos Humanos <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/chammes.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/chammes.wordpress.com/186/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/chammes.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/chammes.wordpress.com/186/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/chammes.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/chammes.wordpress.com/186/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/chammes.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/chammes.wordpress.com/186/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/chammes.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/chammes.wordpress.com/186/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=chammes.wordpress.com&blog=1486162&post=186&subd=chammes&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Sensação de Insegurança</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 17:16:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Eduardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[            Lamentavelmente, volto a escrever neste blog para tratar do tema da segurança pública, ou insegurança pública. Na noite de sábado, 7, fui ridiculamente assaltado na praça Dom Feliciano no centro de Porto Alegre enquanto esperava um ônibus. A vantagem foi a burrice dos assaltantes, que não permitiu que causassem maiores avarias. Às nove e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=chammes.wordpress.com&blog=1486162&post=183&subd=chammes&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://possovoar.files.wordpress.com/2009/02/violencia-medo.jpg"><img class="alignleft" src="http://possovoar.files.wordpress.com/2009/02/violencia-medo.jpg?w=340&#038;h=360" alt="" width="340" height="360" /></a>            Lamentavelmente, volto a escrever neste blog para tratar do tema da segurança pública, ou insegurança pública. Na noite de sábado, 7, fui ridiculamente assaltado na praça Dom Feliciano no centro de Porto Alegre enquanto esperava um ônibus. A vantagem foi a burrice dos assaltantes, que não permitiu que causassem maiores avarias. Às nove e meia da noite, aproximou-se um rapaz se dizendo ex-presidiário, pedindo vale transporte para ir para casa. Logo vi o que viria a seguir, mas não percebi que um comparsa se aproximava com duas garrafas de vidro cheias d&#8217;água.</p>
<p>            Ao chegar o segundo integrante da quadrilha, o primeiro começou a futricar meus bolsos e ao perceber que não havia nada além de um aparelho celular velho, ficou sem ação. O outro gritou e jogou uma das garrafas contra o chão, ferindo uma testemunha do ocorrido. Foi tudo muito rápido, mas na verdade o que mais me surpreendeu foi que ao avistar uma viatura da Brigada Militar, relatei o assalto e o PM disse que não poderia atender o meu chamado. Segui para o meu destino, não ficaria dando sopa para que algo ainda pior me acontecesse.</p>
<p>            No domingo pela manhã, por volta de meio-dia, me dirigi ao posto policial da Praça XV, posto da Brigada mais próximo do local do assalto. Para minha surpresa, os policiais nem se levantaram de suas cadeiras há cerca de dois metros do balcão, afinal já é comum as pessoas serem assaltadas e nada acontecer. É normal cidadãos que estão em dia com a justiça e com a receita não conseguirem registrar nem mesmo uma ocorrência por assalto porque o responsável pela digitação de tal ocorrência está em horário de almoço. Compreensível, mas espera-se que em épocas de recorde de arrecadação nos cofres públicos a segurança pública seja mais eficiente e trate os cidadãos com consideração, se não aos sentimentos, à pessoa humana violentada, da forma que me senti.</p>
<p>            Porto Alegre tornou-se uma cidade onde é literalmente cada um por si e Deus por todos, porque segurança pública por excelência não existe. Sensação de segurança, nas ruas escuras desta cidade, principalmente nos pontos de ônibus, é uma utopia. Perdi somente meu celular, mas poderia ter perdido a vida com uma garrafada. É lamentável a maneira com o Estado Brasileiro protege os seus compatriotas. Enquanto isso, nos gabinets dos poderosos brasileiros a preocupação se dá em torno das eleições&#8230; de 2010.</p>
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		<title>O Estaleiro Só</title>
		<link>http://chammes.wordpress.com/2009/01/15/o-estaleiro-so/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Jan 2009 13:04:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Eduardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Estaleiro Só]]></category>
		<category><![CDATA[Paisagem porto-alegrense]]></category>
		<category><![CDATA[Pôr-do-sol no Guaíba]]></category>
		<category><![CDATA[Pontal do Estaleiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Confesso que ainda não tenho uma opinião formada a respeito do projeto nomeado de Pontal do Estaleiro, mas preciso considerar o impasse. Arquitetonicamente, parece uma bela construção. Um empreendimento que, sem dúvida, faria (ou fará) muito sucesso. Mas sua execussão divide apiniões em contrárias e favoráveis.
O que encomoda os que são contra o Pontal, tenho observado diariamente nos jornais, é [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=chammes.wordpress.com&blog=1486162&post=177&subd=chammes&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignleft" title="Projeto Pontal do Estaleiro" src="http://img410.imageshack.us/img410/2308/34061863bz1.jpg" alt="" width="323" height="207" />Confesso que ainda não tenho uma opinião formada a respeito do <a href="http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=575677" target="_blank">projeto nomeado de Pontal do Estaleiro</a>, mas preciso considerar o impasse. Arquitetonicamente, parece uma bela construção. Um empreendimento que, sem dúvida, faria (ou fará) muito sucesso. Mas sua execussão divide <a href="http://www.jornalja.com.br/2008/08/08/audiencia-publica-rechaca-pontal-do-estaleiro/" target="_blank">apiniões em contrárias e favoráveis</a>.</p>
<p>O que encomoda os que são contra o Pontal, tenho observado diariamente nos jornais, é o local. Tal projeto faria sucesso onde fosse realizado. Mas no <a href="http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20080924164247AAdHID8" target="_blank">Estaleiro Só</a>, parece bastante egoísta. O ideal para um melhor aproveitamento seria a construção de um parque público, de acesso irrestrito. Além de limitar o acesso de pessoas que não residirem no local à margem do Guaíba, serão prédios que impedirão também a vista de muitos outros ao pôr-do-sol sobre o lago, a vista mais linda da cidade. É isto que está sendo negociado, e pelo andar da carroagem ganharão os que querem que isso seja privilégio dos moradores do Pontal do Estaleiro.</p>
<p>Outra razão que me leva a tencionar o debate é a <a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&amp;local=1&amp;section=Geral&amp;newsID=a2291716.xml" target="_blank">aprovação da Câmara de Vereadores</a> a uma alteração nas regras para a construção civil na região. Quanto a isso só tenho uma coisa a dizer: para quê temos leis? Quando um grande empresário quer, ele muda as regras do jogo e realiza seu desejo de qualquer jeito, ou com o &#8220;jeitinho brasileiro de ser&#8221;. Parece que as leis da Câmara Municipál de Porto Alegre são feitas para uma parcela da população. Isso é lamentável. Ao que parece, custo para todos, benefício para poucos.</p>
 Tagged: Estaleiro Só, Paisagem porto-alegrense, Pôr-do-sol no Guaíba, Pontal do Estaleiro <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/chammes.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/chammes.wordpress.com/177/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/chammes.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/chammes.wordpress.com/177/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/chammes.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/chammes.wordpress.com/177/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/chammes.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/chammes.wordpress.com/177/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/chammes.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/chammes.wordpress.com/177/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=chammes.wordpress.com&blog=1486162&post=177&subd=chammes&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Projeto Pontal do Estaleiro</media:title>
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		<title>Arte nas Férias</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jan 2009 21:49:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Eduardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Arte Contemporânea]]></category>
		<category><![CDATA[Dica de Férias]]></category>
		<category><![CDATA[Fundação Iberê Camargo]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma mistura de real e lúdico aos olhos comuns de um estudante, a Fundação Iberê Camargo em Porto Alegre é uma ótima opção de tarde para essas férias. O conjunto da obra é perfeito. Começa pelo visual, na avenida Padre Cacique número 2000, onde se vê um dos mais belos prédios brasileiros, com projeto do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=chammes.wordpress.com&blog=1486162&post=154&subd=chammes&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Uma mistura de real e lúdico aos olhos comuns de um estudante, a <a title="Fundação Iberê Camargo" href="http://www.iberecamargo.org.br/" target="_blank">Fundação Iberê Camargo </a>em Porto Alegre é uma ótima opção de tarde para essas férias. O conjunto da obra é perfeito. Começa pelo visual, na avenida Padre Cacique número 2000, onde se vê um dos mais belos <a href="http://www.estilors.com.br/acaosocial/detail.php?asid=91" target="_blank">prédios brasileiros</a>, com projeto do <a href="http://www.iberecamargo.org.br/content/museu/alvaro.asp" target="_blank">Arquiteto Álvaro Siza Vieira</a>, que recebeu merecidamente o Leão de Ouro na Bienal de Arquitetura de Veneza. A beleza vai das curvas que enchem os olhos, completando a paisagem à beira do Lago Guaíba, chegando até a emocionar.</p>

<a href='http://chammes.wordpress.com/2009/01/12/arte-nas-ferias/p1010384/' title='p1010384'><img width="150" height="112" src="http://chammes.files.wordpress.com/2009/01/p1010384.jpg?w=150&#038;h=112" class="attachment-thumbnail" alt="" title="p1010384" /></a>
<a href='http://chammes.wordpress.com/2009/01/12/arte-nas-ferias/p1010397/' title='p1010397'><img width="150" height="112" src="http://chammes.files.wordpress.com/2009/01/p1010397.jpg?w=150&#038;h=112" class="attachment-thumbnail" alt="" title="p1010397" /></a>
<a href='http://chammes.wordpress.com/2009/01/12/arte-nas-ferias/p1010411/' title='p1010411'><img width="112" height="150" src="http://chammes.files.wordpress.com/2009/01/p1010411.jpg?w=112&#038;h=150" class="attachment-thumbnail" alt="" title="p1010411" /></a>
<a href='http://chammes.wordpress.com/2009/01/12/arte-nas-ferias/p1010418/' title='p1010418'><img width="150" height="112" src="http://chammes.files.wordpress.com/2009/01/p1010418.jpg?w=150&#038;h=112" class="attachment-thumbnail" alt="" title="p1010418" /></a>
<a href='http://chammes.wordpress.com/2009/01/12/arte-nas-ferias/p1010425/' title='p1010425'><img width="150" height="112" src="http://chammes.files.wordpress.com/2009/01/p1010425.jpg?w=150&#038;h=112" class="attachment-thumbnail" alt="" title="p1010425" /></a>
<a href='http://chammes.wordpress.com/2009/01/12/arte-nas-ferias/p1010414/' title='p1010414'><img width="112" height="150" src="http://chammes.files.wordpress.com/2009/01/p1010414.jpg?w=112&#038;h=150" class="attachment-thumbnail" alt="" title="p1010414" /></a>
<a href='http://chammes.wordpress.com/2009/01/12/arte-nas-ferias/p1010426/' title='p1010426'><img width="150" height="112" src="http://chammes.files.wordpress.com/2009/01/p1010426.jpg?w=150&#038;h=112" class="attachment-thumbnail" alt="" title="p1010426" /></a>
<a href='http://chammes.wordpress.com/2009/01/12/arte-nas-ferias/p1010428/' title='p1010428'><img width="150" height="112" src="http://chammes.files.wordpress.com/2009/01/p1010428.jpg?w=150&#038;h=112" class="attachment-thumbnail" alt="" title="p1010428" /></a>
<a href='http://chammes.wordpress.com/2009/01/12/arte-nas-ferias/p1010429/' title='p1010429'><img width="150" height="112" src="http://chammes.files.wordpress.com/2009/01/p1010429.jpg?w=150&#038;h=112" class="attachment-thumbnail" alt="" title="p1010429" /></a>
<a href='http://chammes.wordpress.com/2009/01/12/arte-nas-ferias/p1010430/' title='p1010430'><img width="150" height="112" src="http://chammes.files.wordpress.com/2009/01/p1010430.jpg?w=150&#038;h=112" class="attachment-thumbnail" alt="" title="p1010430" /></a>

<p>O interior da sede da Fundação dá espaço a obras cheias de subjetividades e encantamentos. &#8220;Sugiro que iniciem a visita subindo até o quarto andar e venham descendo pelas rampas&#8221;, orienta a recepcionista. Ideal. Os visitantes descem os quatro andares da construção andando em círculos, enchendo os olhos de arte contemporânea, além das obras expressionistas do acervo permanente da Fundação. O visitante pode ainda contemplar pelas janelas, ao longo dos corredores que levam ao andar inferior, a arte natural assinada pela natureza e pela história do homem. A vista é linda, tanto para a cidade quanto para o rio. É inacreditável.</p>
<p>A exposição que mais me chamou a atenção, &#8220;Lugares desdobrados&#8221;, tem como <a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=P19292" target="_blank">curadora Mônica Zielinsky </a>e os artistas <a href="http://www.comum.com/elainetedesco/curriculo.htm" target="_blank">Elaine Tedesco</a>, <a href="http://www.garagemdearte.com.br/acervo/karinlambrecht/karinlambrecht.htm" target="_blank">Karin Lambrecht </a>e <a href="http://www.luciakoch.com/" target="_blank">Lucia Koch</a>. Elaine, com &#8220;Observatório de Pássaros&#8221;, reconstitui o lugar de ver, dando ao visitante a possibilidade de observar a exposição com binóculos, das janelas de uma casinha feita com madeira de reflorestamento. Karin tirou sua inspiração de uma viagem a Israel e remonta nas galerias do Iberê as origens da genealogia de Jesus Cristo. Uma imersão na cultura israelita e judaica que resulta na obra &#8220;Pai&#8221;. Lucia Koch se utiliza das belas curvas projetadas por Siza e da iluminação natural proposta no projeto arquitetônico para constituir um novo olhar do observador. Interfere na visão e na percepção dele, usando lâminas de luz criando, assim, cores nas formas e paisagens nas janelas.</p>
<p>Vale a pena conhecer e contemplar as belezas instaladas nas curvas da Fundação. Foi apaixonante poder assistir à cena de uma criança com aproximadamente oito anos em visita guiada descobrindo a arte e se encantando com os sentidos descobertos nas curvas e cores da mostra do quarto andar do prédio, inaugurado em maio de 2008. É lindo ver nascer esse gosto pela arte, pela beleza. Que se inicie a viagem pelas lindas formas da bela obra de arte que é a sede da Fundação Iberê Camargo. Parabéns aos idealizadores.</p>
 Tagged: Arte Contemporânea, Dica de Férias, Fundação Iberê Camargo <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/chammes.wordpress.com/154/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/chammes.wordpress.com/154/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/chammes.wordpress.com/154/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/chammes.wordpress.com/154/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/chammes.wordpress.com/154/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/chammes.wordpress.com/154/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/chammes.wordpress.com/154/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/chammes.wordpress.com/154/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/chammes.wordpress.com/154/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/chammes.wordpress.com/154/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=chammes.wordpress.com&blog=1486162&post=154&subd=chammes&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>O Natal do Papa Bento XVI</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 13:31:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Eduardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste texto trago uma reflexão sobre a lamentável declaraçção do Papa Bento XVI em reunição no Vaticano com os Cardeais da Igreja Católica. Nela, o pontífice aponta que a heterosexualidade precisa ser preservada assim como o meio ambiente. Ao que parece ele está com medo da extinção heterosexual. <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=chammes.wordpress.com&blog=1486162&post=149&subd=chammes&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Não posso deixar de comentar as palavras do Papa Bento XVI na última segunda-feira, 22 de dezembro. Em discurso para os cardeais na cúria do vaticano &#8211; administração central -, o pontífice comparou a necessidade de preservação do meio ambiente a uma suposta necessidade de preservação da heterosexualidade. Mais uma vez, a retrógrada Igreja Católica se coloca acima do ser humano, desconsiderando as subjetividades peculiares a cada indivíduo isoladamente.</p>
<p>Na &#8220;visão papal&#8221;, os ensinamentos da criação devem ser resgatados na busca dos valores do homem que, criado a imagem e semelhança de Deus, não pode relacionar-se com seu igual. Para o Vaticano, portanto, pessoas que se relacionam de forma diferente da heterosexual desrespeitam não só o criador, mas a si próprio e a seus semelhantes.</p>
<p>Se Deus criou a terra, o homem, a mulher e tudo o que existe, criou também os sentimentos, os pensamentos e os desejos. Desejos que fogem ao controle de seus filhos (ou alguém no Vaticano sabe como escolher seus amores?). Estranho quando a Igreja faz esse tipo de declaração, pois quem prega a existência de uma &#8220;vocação&#8221; para o ministério do sacerdócio, deveria saber que sexualidade ha muito deixou de ser questão de &#8220;opção&#8221;, e hoje é tratado como questão de &#8220;condição&#8221;. Assim como o Pai escolhe seus sacerdotes é ele também que escolhe a sexualidade de seus filhos.</p>
<p>Esse termo, de condição sexual, é usado porque pesquisadores do mundo todo descobriram que ninguém decide se quer gostar de melancia ou de melão. Sexualidade, para quem não sabe, é fruto de fatores como genética, educação, convivência, entre outros tantos não explicados.</p>
<p>Acredito que se o líder maior do catolicismo proferiu palavras de tamanha ofensa às pessoas que se encontram numa condição diferente, o espírito natalino católico deixou de existir, morreu. Usar do sentimento natalino, de solidariedade e de amor incondicional ao próximo para promover o preconceito e a discriminação é, no mínimo, falta de consideração. Digo isso para não questionar porquê levantar esse debate ha quatro dias do aniversário de Nosso Senhor Jesus Cristo.</p>
<p>Homosexualidade, bisexualidade e outras formas de ver e levar a vida são legítimas e dizem respeito somente ao sujeito que vive tal condição. Penso que a espiritualidade exista para ajudar as pessoas a reunir forças e encarar os problemas que a vida às impõe. Ao contrário, a Igreja Católica cria problemas de ordem moral já superados pela sociedade em geral. Esse posicionamento do santíssimo padre discriminador, preconceituoso e soberbo é simplesmente lamentável.</p>
<p>O que se espera dos tempos atuais é que o passado fique para trás, iluminando o futuro &#8211; como dizem os historiadores, mas lá de trás. Meu maior desejo é que em 2009 esse pensamento seja &#8220;exorcisado&#8221; da mente da humanidade.</p>
<p>Que sejam bem-vindos os tempos de igualdade, fraternidade e liberdade que a Igreja Católica poderia ajudar a construir ao invés de querer reconstruir a &#8220;bolha&#8221; de vidro em que prendeu a humanidade que acredita (ou acreditou) em seus valores. Esses já não cabem na sociedade que se formou no séc. XXI. Que sejam bem-vindos também os sentimentos nobres de respeito mútuo, que ha muito não se vê nos discursos católicos e que são a chave para uma convivência harmoniosa e feliz. E que sejam banidos todos as formas de pensar que agridem e vilolentam moralmente os demais membros dessa sociedade.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/chammes.wordpress.com/149/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/chammes.wordpress.com/149/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/chammes.wordpress.com/149/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/chammes.wordpress.com/149/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/chammes.wordpress.com/149/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/chammes.wordpress.com/149/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/chammes.wordpress.com/149/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/chammes.wordpress.com/149/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/chammes.wordpress.com/149/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/chammes.wordpress.com/149/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=chammes.wordpress.com&blog=1486162&post=149&subd=chammes&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Vai 2008!</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Dec 2008 13:35:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Eduardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[ano novo]]></category>
		<category><![CDATA[natal]]></category>
		<category><![CDATA[votos]]></category>

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		<description><![CDATA[No balanço de 2008, posso dizer que foi um ano de conquistas e de muitas dificuldades. Desafios vencidos e outros adiados para 2009. Vai-se mais um semestre de faculdade, o grau de dificuldade aumentando e apavorando. O interessante é observar quanto crescimento acontece em 12 meses.
E cá estamos, nos preparando para mais um natal, para [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=chammes.wordpress.com&blog=1486162&post=141&subd=chammes&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="size-full wp-image-143 alignleft" title="untitled" src="http://chammes.files.wordpress.com/2008/12/untitled.jpg?w=240&#038;h=193" alt="untitled" width="240" height="193" />No balanço de 2008, posso dizer que foi um ano de conquistas e de muitas dificuldades. Desafios vencidos e outros adiados para 2009. Vai-se mais um semestre de faculdade, o grau de dificuldade aumentando e apavorando. O interessante é observar quanto crescimento acontece em 12 meses.</p>
<p>E cá estamos, nos preparando para mais um natal, para mais uma virada de ano. Para 2009 levaremos os conhecimentos adquiridos este ano, nossas conquistas e frustrações. Levamos para mais este revellion nossas frustrações, promessas não cumpridas, nossos anseios de melhora de vida e, o mais importante, nossas novas promessas, esperanças e desafios.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-145" title="dsc_26371" src="http://chammes.files.wordpress.com/2008/12/dsc_26371.jpg?w=220&#038;h=293" alt="dsc_26371" width="220" height="293" />Este ano descobri que somos, como na música de Maná, &#8220;Combatientes&#8221;. Combatemos diariamente por um lugar ao sol, seja no trabalho, na universidade, na família, na sociedade. Combatemos por melhores condições de vida e sobrevivência. Combatemos para sermos vitoriosos realizando sonhos, sendo o que queremos ser. Uma estrofe dessa música merece destaque: &#8220;Submissão é o que nos mata. A imposição, o que vai nos matar. Melhor é respeitar ao próximo, amar e ser um combatiente.&#8221;</p>
<p>Desconheço a autoria das frases a seguir, que descrevem bem o sentimento geral do final do ano: &#8220;Não sou quem eu queria ser. Não sou quem eu poderia ser. E, graças a Deus, não sou quem eu era.&#8221;  Todos queremos ser diferente. Encontramos em nós mesmos defeitos ou coisas que queremos mudar. O que nem sempre nos damos conta é o quanto evoluímos rumo a construção de nossa realidade tão sonhada e o quanto mudamos enquanto trilhamos nossos caminhos.</p>
<p>Sei que ainda é cedo, mas posso não mais postar este ano. Por isso desejo, desde já, a todos um final de ano com muita paz e alegria. Que 2009 entre com o pé direito e seja um ano onde as realizações e conquistas estejam presentes no dia-a-dia de todos.</p>
 Tagged: ano novo, natal, votos <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/chammes.wordpress.com/141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/chammes.wordpress.com/141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/chammes.wordpress.com/141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/chammes.wordpress.com/141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/chammes.wordpress.com/141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/chammes.wordpress.com/141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/chammes.wordpress.com/141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/chammes.wordpress.com/141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/chammes.wordpress.com/141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/chammes.wordpress.com/141/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=chammes.wordpress.com&blog=1486162&post=141&subd=chammes&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Educação como ferramenta de inclusão</title>
		<link>http://chammes.wordpress.com/2008/09/22/ferramenta-de-inclusao/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Sep 2008 14:15:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Eduardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[Além de sempre causar grande polêmica, o tema da inclusão através da educação no sistema penitenciário também mobiliza professores e colegas para desenvolver a pauta. Pela segunda vez recorro ao tema para um grande trabalho. Desta vez, abordamos mais a indivudualidade da aluna. No trabalho anterior, para jornalismo online, havia abordado a implantação de um curso [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=chammes.wordpress.com&blog=1486162&post=132&subd=chammes&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Além de sempre causar grande polêmica, o tema da inclusão através da educação no sistema penitenciário <a href="http://1.bp.blogspot.com/_mqxxxhpd5_Q/SNRBbwObfQI/AAAAAAAAAAo/GUrBJmFPjzs/s1600/DSC_8146b.jpg"><img class="alignright" title="Penitenciária Madre Pellettier" src="http://1.bp.blogspot.com/_mqxxxhpd5_Q/SNRBbwObfQI/AAAAAAAAAAo/GUrBJmFPjzs/s1600/DSC_8146b.jpg" alt="" width="301" height="198" /></a>também mobiliza professores e colegas para desenvolver a pauta. Pela segunda vez recorro ao tema para um grande trabalho. Desta vez, abordamos mais a indivudualidade da aluna. No <a href="http://chammes.wordpress.com/2007/11/20/educacao-agora-e-ferramenta-de-combate-a-exclusao/" target="_blank">trabalho anterior</a>, para jornalismo online, havia abordado a implantação de um curso superior em uma penitenciária, seus méritos e desafios. Nada fácil retratar essa iniciativa. Em primeiro lugar porque quem implantou o curso como experiência para um projeto de pesquisa, o IPA, não se pronuncia a respeito. Em segundo lugar, por se tratar de um local de difícil acesso, uma vez que os &#8220;moradores&#8221; estão em uma situação de privação dos direitos individuais. Isso complicou muito nosso trabalho.</p>
<p>Agora, o trabalho é para a disciplina de Telejornalismo III e será transmitido pela TV Unisinos e também pode entrar na grade de programação do canal Futura. <a href="http://pararealidade.blogspot.com/2008/09/educao-uma-sada-para-incluso-social.html">Conversamos com uma das meninas </a>que cursam Serviço Social na penitenciária, Anajara Gomes, para ver de que forma ela recebeu o curso e que mudanças operou nela, na sua percepção do mundo. Ela me surpreendeu.</p>
<p>Vou transcrever parte de uma de suas falas para ilustrar o teor da entrevista:</p>
<p><a href="http://chammes.files.wordpress.com/2008/09/dsc_81112.jpg"><img class="size-medium wp-image-135 alignleft" title="dsc_81112" src="http://chammes.files.wordpress.com/2008/09/dsc_81112.jpg?w=165&#038;h=229" alt="" width="165" height="229" /></a>&#8220;Para cá eu tenho certeza de que eu não volto. Aqui eu aprendí, graças ao curso, que eu posso ser alguém, que eu posso ter uma profissão, viver melhor. Eu vou sair daqui e não volto para a vida do crime, isso só faz mal para mim, eu quero trabalhar, viver como uma cidadã e garantir os direitos aos cidadãos, que é minha futura profissão.&#8221;</p>
<p>Forte. Nos mostra que, as situações do nosso dia-a-dia, que pensamos serem extremas e complexas, não passam de &#8220;probleminhas&#8221;. Mostra que ao nosso redor, existem pessoas que precisam, e muito, de uma oportunidade, de uma chance para serem, como disse Anajara, &#8220;alguém&#8221;.É difícil imaginar uma pessoa que se sinta menos que &#8220;alguém&#8221;, mas a falta de uma oportunidade faz pessoas com potencial desistirem da vida e partir rumo a delinquência. Como corrigir isso?</p>
<p>Tomara que o projeto de pesquisa que estuda o curso no Madre Pellettier consiga responder a essa pergunta. Já conseguiu transformar a vida de nossa fonte, que quando sair da prisão e progredir a pena para o regime semi-aberto, até o final de 2008, terá um ano de convívio com os colegas da Universidade antes de realizar seu sonho: &#8220;garantir direitos ao cidadão&#8221;.</p>
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		<title>Lila e Skin</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Sep 2008 01:36:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Eduardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[Para todos os meus amigos, a minha dica: 

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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Para todos os meus amigos, a minha dica: </p>
<p><a href="http://www.reverbnation.com/c./a4/19/276077/artist/276077/artist/link"><img border="0" height="19" src="http://www.reverbnation.com/data_public/resource/image/19/tune_footer.gif"></a><a href="http://www.quantcast.com/p-05---xoNhTXVc" target="_blank"><img src="http://pixel.quantserve.com/pixel/p-05---xoNhTXVc.gif" style="display:none;" border="0" height="1" width="1"></a><img style="visibility:hidden;width:0;height:0;" border="0" width="0" height="0" src="http://counters.gigya.com/wildfire/IMP/CXNID=2000002.0NXC/bT*xJmx*PTEyMjA5MjQwODYxMDUmcHQ9MTIyMDkyNDM4NTcyMSZwPTI3MDgxJmQ9dHVuZVdpZGdldCZuPSZnPTImdD*mbz*4NmJjZGIwZTcwMGQ*OGE*OGI2Njk*OTM4MzlhOTU3Zg==.gif" /></p>
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	</item>
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		<title>Categoria busca mobilização em defesa de diploma</title>
		<link>http://chammes.wordpress.com/2008/08/19/categoria-busca-mobilizacao-em-defesa-de-diploma/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 11:32:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Eduardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[ Obrigatoriedade de diploma para categoria é questionada na justiça e sindicatos mobilizam estudantes e profissionais
 
Por Carlos Hammes
A obrigatoriedade de diploma para obtenção de registro profissional junto ao Ministério do Trabalho para o exercício da profissão de jornalista, instituída em 1979, está sendo discutida em todo o Brasil pelos 31 sindicatos de jornalistas e pela Federação [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=chammes.wordpress.com&blog=1486162&post=124&subd=chammes&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"> <strong>Obrigatoriedade de diploma para categoria é questionada na justiça e sindicatos mobilizam estudantes e profissionais</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="center"> </p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="right"><span style="font-size:x-small;"><strong>Por Carlos Hammes</strong></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;text-align:left;"><a href="http://chammes.files.wordpress.com/2008/08/.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-121" src="http://chammes.files.wordpress.com/2008/08/.jpg" alt="" /></a>A obrigatoriedade de diploma para obtenção de registro profissional junto ao Ministério do Trabalho para o exercício da profissão de jornalista, instituída em 1979, está sendo discutida em todo o Brasil pelos 31 sindicatos de jornalistas e pela Federação Nacional dos Jornalistas. O que levanta a discussão é o processo de inconstitucionalidade impetrado na justiça federal paulista no ano de 2001, que deve ser julgado nos próximos meses pelo Supremo Tribunal Federal. A decisão pode dispensar o diploma para atuação profissional na área. Preocupados com as conseqüências dessa possibilidade, a Federação Nacional dos Jornalistas e o Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul estão peregrinando por universidades gaúchas a fim de suscitar o debate nas instituições de ensino e mobilizar estudantes e profissionais pela qualificação da informação.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;text-indent:1.25cm;line-height:150%;text-align:left;">O curso de Comunicação Social da Universidade do Vale do Rio dos Sinos promoveu um debate no último dia 12 para discutir o tema. O encontro foi realizado no auditório central da instituição, e mediado pelo professor Juan Domingues. O presidente do sindicato gaúcho, José Nunes, defendeu a exigência do diploma por entender que um dos argumentos apresentados à justiça: “Jornalista se faz no mercado de trabalho”, não condiz com a realidade. Para ele, o mercado não ensina técnicas fundamentais que garantem qualidade da informação, como ética nas praticas profissionais. Além disso, a Universidade é fundamental para que o profissional, além de qualidade, possa oferecer à população um serviço humanizado.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;text-indent:1.25cm;line-height:150%;text-align:left;">O jornalista Daniel Zanini Filho, outro defensor da exigência do diploma, criticou o uso inadequado do direito universal a informação como argumento para a desregulamentação da profissão. Na sua opinião, o processo é uma forma encontrada pelos grandes grupos de comunicação brasileiros para redução de custos com folha de pagamento e são estes grandes grupos que detêm o poder de afastar da população a discussão acerca da importância de qualificação profissional. A grande questão colocada por Zanini é a quem interessa a desregulamentação, uma vez que o maior prejudicado é o cidadão que anseia por informação de qualidade e isenta de interesses econômicos e políticos.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;text-indent:1.25cm;line-height:150%;text-align:left;">O coordenador do Comitê pela Democratização da Comunicação do Rio Grande do Sul, Pedro Luiz Osório, listou equívocos da tentativa de desregulamentação como a alegação de que passou a ser obrigatória a formação superior para a profissão no período da ditadura militar. Classificou como um sofisma o argumento, e acrescentou que “É hipocrisia questionar a validade de determinada legislação por ter sido elaborada numa dada época. Se pensarmos dessa forma, anularemos todas as leis aprovadas durante o regime de exceção.” Outro argumento constante no processo, questionado por Pedro Osório, é que a profissão não requer qualificações profissionais específicas, mas exige talento. Argumenta que há diversas áreas do conhecimento que exigem talento, e mesmo assim a maioria delas também exige conhecimento técnico e científico, portanto, diplomação: “É impossível ser jornalista sem dominar um fazer profissional que se complexifica sempre mais, que exige visão crítica profunda e que assume o papel de mediador entre o especialista e o leigo que necessita de informação”.</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/chammes.wordpress.com/124/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/chammes.wordpress.com/124/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/chammes.wordpress.com/124/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/chammes.wordpress.com/124/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/chammes.wordpress.com/124/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/chammes.wordpress.com/124/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/chammes.wordpress.com/124/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/chammes.wordpress.com/124/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/chammes.wordpress.com/124/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/chammes.wordpress.com/124/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/chammes.wordpress.com/124/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/chammes.wordpress.com/124/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=chammes.wordpress.com&blog=1486162&post=124&subd=chammes&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Contra a ignorância não há argumentos</title>
		<link>http://chammes.wordpress.com/2008/07/30/contra-a-ignorancia-nao-ha-argumentos/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Jul 2008 22:46:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Eduardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[O mês de Julho chega ao fim e com ele as pequenas férias de inverno. Na semana que vem recomeçam as aulas e a correria se torna quase que insuportável. Mas sabemos que esforços são indispensáveis para o nosso crescimento profissional, pessoal e intelectual. Mas quero falar do complemento a essas aulas que retornam.
Tenho observado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=chammes.wordpress.com&blog=1486162&post=113&subd=chammes&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>O mês de Julho chega ao fim e com ele as pequenas férias de inverno. Na semana que vem recomeçam as aulas e a correria se torna quase que insuportável. Mas sabemos que esforços são indispensáveis para o nosso crescimento profissional, pessoal e intelectual. Mas quero falar do complemento a essas aulas que retornam.</p>
<p>Tenho observado que estudantes, em alguns lugares,  são ignorados e isso também precisa ser vencido. Não no grito, mas a base de competência. Muitos profissionais nos olham e enxergam pós-adolescentes ou estudantes sem competência para desempenhar as atividades que diariamente estudam na Universidade. Os estágios foram criados para suprir lacunas deixadas pela formação acadêmica. Para oferecer vivência prática dos fazeres profissionais de cada área. Mas sabemos que não é assim que as coisas acontecem.</p>
<p>É lamentável que estágios sejam transformados em mão de obra barata. Na maioria das vezes em desvio de função, o que considero ainda pior, uma vez que dessa forma o objetivo do estágio é ignorado, bem como as competências do estagiário. Nós, estudantes, estagiários, agradeceríamos e muito se fôssemos respeitados pelo que somos e pelo que sabemos, não pelo que recebemos de &#8220;bolsa auxílio&#8221;. Parabéns aos empresários e executivos que primam pela ética e pelo respeito ao outro.</p>
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		<item>
		<title>Pautas e Pautas</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jul 2008 22:26:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Eduardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[As vezes, os desafios se impõe. Principalmente no que tange a escrita e, em especial, quando não se conhece o tema a ser tratado. Os jornalistas se deparam com tais situações com frequência, por isso, é pré-requisito fundamental ao jornalista e a futuros profissionais da comunicação gostar de desafios e saber divertir-se com eles. Para [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=chammes.wordpress.com&blog=1486162&post=71&subd=chammes&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>As vezes, os desafios se impõe. Principalmente no que tange a escrita e, em especial, quando não se conhece o tema a ser tratado. Os jornalistas se deparam com tais situações com frequência, por isso, é pré-requisito fundamental ao jornalista e a futuros profissionais da comunicação gostar de desafios e saber divertir-se com eles. Para a disciplina de Redação II, onde se aprofunda jornalismo especializado, enfrentei uma situação tragicômica. Meu grupo foi sorteado para realizar matéria para editoria de culinária. Nenhum dos três integrantes do grupo tem qualquer afinidade com a temática. Decidiu-se então tratar da gastronomia judaica, interessante tema que pode render uma boa pauta. Mas ninguém esperava o que se seguiu.</p>
<p>No primeiro dia em busca de informações, curiosidades e outros aspectos a serem abordados na matéria, que foi publicada no Babélia, jornal experimental do curso de Comunicação Social, encontramos surpresas. O primeiro contato foi com um Rabino que, com sotaque hebraico, pouco do que falava era possível compreender. Não deu muita atenção para o trabalho, não encontrou agenda para ser entrevistado. Mas eu precisava de uma fonte. Só uma. Procurei informações em sites de instituições judias, agendas e cartazes para encontrar uma festa próxima a publicação para falar de sua culinária. Não foi fácil, mas consegui, através de uma amiga judia, informações sobre a festa do Chanukah. A festa da iluminação. Ironicamente, a única festa onde são servidos todos os pratos judeus, sem restrições. Sobre o que falar, então?</p>
<p>Saí em busca de uma loja especializada. Encontrei a do Sr. Marcos, que produz e comercializa pratos e ingredientes apropriados para festas judaicas. Fui até o estabelecimento e conversei com o póprietário, que é religioso, mas da Assembléia de Deus e não tinha nada a me dizer, a não ser sobre o Kuscher, uma espécie de selo de qualidade, conferido por Rabinos locais autorizados para produtos industrializados que correspondem às exigências religiosas de preparo e cultivo.</p>
<p>Nem citei ainda as tentativas frustradas de conversar com Rabinos, Cinagogas e religiosos ortodoxos, a fim de identificar aspectos interessantes de sua cultura para que os jovens colegas acadêmicos pudessem conhecer. Esse é só um caso dos muitos que ainda enfrentarei na profissão que escolhi para mim. O mais interessante disso tudo é que a cada matéria, novos conhecimentos são agregados, algus muito bizarros, confesso, mas gosto muito destes desafios.</p>
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		<title>Organizando pensamentos</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 14:16:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Eduardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[É tempo de organização. De reorganização. Chegou a época do respiro no meio do ano. Férias de inverno. É maravilhoso chegar ao fim da tarde e não ter mais compromissos. Poder chegar em casa, tomar um banho e organizar os &#8220;arquivos&#8221; para que o semestre que vem corra tranquilamente. Organizar os materiais, trabalhos e provas do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=chammes.wordpress.com&blog=1486162&post=108&subd=chammes&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://chammes.files.wordpress.com/2008/07/p21800231.jpg"><img class="size-medium wp-image-110 alignleft" src="http://chammes.files.wordpress.com/2008/07/p21800231.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a>É tempo de organização. De reorganização. Chegou a época do respiro no meio do ano. Férias de inverno. É maravilhoso chegar ao fim da tarde e não ter mais compromissos. Poder chegar em casa, tomar um banho e organizar os &#8220;arquivos&#8221; para que o semestre que vem corra tranquilamente. Organizar os materiais, trabalhos e provas do semestre, arquivar e comprar mais folhas para as disciplinas que virão no p´róximo período. Vida de univesitário já teve mais vantagens.</p>
<p>Muitos dizem que vida de estudante é maravilhosa. Dizem que os compromissos são menos sérios, mas eu discordo. Quem faz faculdade precisa estar atento. Precisa se organizar para aproveitar como deve a faculdade. Um investimento que não vale mais a pena unica e exclusivamente pelo diploma. O problema é que, principalmente, em comunicação os universitários pensem que estãocomprando um diploma e um ensino técnico. Pensam que os professores têm a obrigação de chegar na sala de aula e dizer-lhes o que é necessário fazer para se manter no famoso &#8220;mercado&#8221; de trabalho. Particularmente, não gosto do termo &#8220;mercado&#8221;, faz com que me sinta uma mercadoria.</p>
<p>É fácil verificar o total descaso dos colegas futuros comunicólogos com o conhecimento que &#8220;compramos&#8221; na faculdade. Numa comunidade do Orkut, uma colega perguntou &#8220;para quê mesmo serve Semiótica?&#8221;. O detalhe é que ela estava cursando a disciplina. É difícil incitar ao pensamento, principalmente quando nos rendemos ao &#8220;mercado&#8221; de trabalho. Futuros comunicólogos se colocam na posição de clientes de um curso que visa formar pessoas capazes de refletir sobre a realidade, informar as pessoas &#8211; mas o quê mesmo é preciso informar? Pensar não é necessário. Podemos colocar em cheque todas as nossas atividades diárias. Para que mesmo serve tanta coisa que a gente faz e busca e quer. Pensar não é, em geral, o que querem os estudantes de Comunicação.</p>
<p>O que me entristece mais é ver que os próprios profissionais em formação investem tempo e dinheiro para aprender as técnicas de comunicação. Podemos mais. Sabemos mais. Mas para fazer mais, é preciso pensar mais, se dedicar mais. Complexificar mais, organizar mais. Por isso prezo tanto as ferias de inverno. Tempo para respirar, para organizar, para ler um livro literário. Já falei de tempo aqui, e sei o quanto ele me é precioso.</p>
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		<title>Mais tempo</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 10:30:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Eduardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Encasquetei com a questão do tempo. O problema tem me encomodado particularmente. Dessa vez, quero falar da questão do tempo na comunicação. Das diferenças entre o tempo da informação e o tempo da ação.  Estava eu, pensando no que escrever para postar e decidí seguir a onda e opinar a respeito do caso Isabela. Por isso [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=chammes.wordpress.com&blog=1486162&post=106&subd=chammes&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Encasquetei com a questão do tempo. O problema tem me encomodado particularmente. Dessa vez, quero falar da questão do tempo na comunicação. Das diferenças entre o tempo da informação e o tempo da ação.  Estava eu, pensando no que escrever para postar e decidí seguir a onda e opinar a respeito do caso Isabela. Por isso vou usar esse caso para exemplificar o que penso a respeito do tempo. Quero esclarecer, que a discução do mérito do assassinato covarde cabe à polícia, que fará reconstituição do crime hoje, daqui a pouco na verdade. Como estudante de comunicação que sou, não posso deixar de comentar a polêmica que a mídia tem levantado com a cobertura frenética do caso.</p>
<p>A polêmica, basicamente, reside na necessidade da imprensa em passar mais e mais informações, vencendo a concorrência, sendo protagonista do &#8220;furo de reportagem&#8221;. O problema é que a imprensa está &#8220;no ar&#8221; 24 horas por dia. A população acompanha em todos os telejornais, radiojornais e veículos impressos todos os detalhes que já puderam ser divulgados, com direito a infográficos, animações e depoimentos. Isso começa a incomodar, principalmente aos juristas, que se sentem agredidos por esse movimento. A imprensa está exercendo o direito do cidadão de ser informado, mas para o procurador de justiça Marcelo Roberto Ribeiro, como publica Paulo Sant&#8217;Ana na sua coluna em ZH deste domingo (27), está estrapolando os limites de sua função, que é informar. Sant&#8217;Ana argumenta sobre o direiro de opinar. Ambos estão certos. Ora, cada coisa tem temporalidade própria.</p>
<p>A imprensa reflete a ansiedade da população em punir ceveramente o culpado por tão hediondo homicício. Os juristas, estão preocupados em fazer cumprir a lei e agir com firmeza, sem desconsiderar as possibilidades. Argumenta o procurador, que a justiça precisa condenar antes que a imprensa determine os culpados. Sant&#8217;Ana diz que a imprensa tem o direito de manifestar sua opinião. Certos novamente. Assim como a imprensa tem o direito de opinar &#8211; e o faz em horas, é só elaborar o texto e divulgá-lo &#8211; assim também a justiça precisa investigar e descobrir o que realmente aconteceu com a menina Isabela &#8211; e o faz em seu tempo, com riqueza de detalhes e inúmeros prazos para perícias e prazos legais. Os tempos não combinam, não fecham. As matérias com as posições dos veículos de comunicação ficam prontas diariamente, são atualizadas periodicamente, em horas enquanto as investigações não apontam novidades todos os dias.</p>
<p>Com isso, a imprensa acaba influenciando a revolta da população que, cansada de não fazer nada, sai ao encontro dos suspeitos, causando confusão e pedidindo linchamento daqueles que ainda não tem evidências a seu favor, mas que ainda não foram condenados. Penso que é preciso ter calma, até para que não se faça julgamentos precipitados. É claro que todas as evidências nos levam a crer que o casal Jatobá realizou o crime, mas é tarefa da justiça nos dizer isso, não da mídia. Mas não penso que a mídia estrapola limite algum, apenas que ela precisa ser um pouco mais prudente, posto que o tempo da ação é bem superior ao da informação. E, aproveitando o gancho do texto anterior, precisamos de tempo para apreciação dos  fatos, amadurecimento das idéias e formulação de opinião. É assim que se cria uma cultura diferente. É esse tempo que a mídia precisa compreender e respeitar. Só assim poderemos começar a produzir comhecimento a partir do relato fidedigno dos meios de comunicação.</p>
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		<title>O que fazer do nosso tempo</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Apr 2008 23:48:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Eduardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho aprendido, ao contrário do que dizia meu pai, que tempo se fabrica. Tempo se arruma. Tempo se faz. Isso porque tenho estado sem tempo. Sem tempo para mim. E não posso culpar o dia, que tem 24 horas desde que o mundo é mundo, nem o relógio, com somente dois ponteiros que se movem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=chammes.wordpress.com&blog=1486162&post=105&subd=chammes&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height:150%;"><img class="alignleft" style="float:left;" src="http://blog.gruponogues.com.br/up/g/gr/blog.gruponogues.com.br/img/ampulheta.jpg" alt="" width="361" height="289" />Tenho aprendido, ao contrário do que dizia meu pai, que tempo se fabrica. Tempo se arruma. Tempo se faz. Isso porque tenho estado sem tempo. Sem tempo para mim. E não posso culpar o dia, que tem 24 horas desde que o mundo é mundo, nem o relógio, com somente dois ponteiros que se movem rapidamente, no mesmo ritmo desde sempre. Não quero criticar o tempo, mas é impossível fabricá-lo para descansar. Nesse sentido, tenho que concordar com meu progenitor. O tempo limita, tem fim e passa rápido.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height:150%;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.45pt;line-height:150%;">Mas, afinal, o que é o tempo? De que tempo estou falando? Difícil responder. Na sociedade contemporânea, o que mais falta é tempo e ele custa cada vez mais caro. As pessoas trabalham em um ritmo frenético, quase doido, e eu não me excluo desse grupo. Falta tempo para o silêncio, para a reflexão sobre nossos atos e sobre os fatos do cotidiano. Em jornalismo, se fala muito em apreciação dos fatos, mas ninguém tem tempo para apreciar fatos, a não ser os que precisa presenciar nos próximos 60 minutos. As notícias na televisão passam em menos de dois minutos e em menos de cinco segundos, começa outra. Falta tempo para avaliar as situações em que nos colocamos, para criticar, para “autocriticar”, o que é muito importante para manter o bom-senso, se é que ele existe.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;"><span> </span>No corre-corre do dia-a-dia, acabamos por nos esquecer de coisas básicas, como conhecer e conviver com nossos vizinhos. Tomo como base a minha estrutura de vida para falar de tempo. Acredito na máxima de que o vizinho é o parente mais próximo, no entanto, conheço menos da metade das pessoas que vivem – ou se abrigam – no mesmo prédio que eu. Não é demagogia, mas as pessoas estão se esquecendo de viver. Estão sobrevivendo. Experimente perguntar a alguém como vai. A resposta, muitas vezes, será “levando”. Quer dizer, empurrando com a barriga, sobrevivendo. É preciso viver mais.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%;">Vive-se para quê? Novamente uma pergunta existencial e sem resposta. Pelo menos eu não a tive ainda. Não sei explicar para que vivemos, mas sei para que não se vive: para trabalhar. Penso que trabalhamos para viver. Mas novamente esbarramos no problema do tempo. O trabalho exige, em média, oito horas por dia, a faculdade mais quatro e lá se foi metade do dia. Ainda não reservei tempo para traslado, alimentação, tarefas domesticas, leituras, lazer e tantas outras pequenas obrigações que cercam o nosso cotidiano.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height:150%;">Talvez seja por isso que o mundo tem se transformado tão rapidamente. Também se sente sem tempo. Imagino que realmente não seja fácil o universo reciclar o nosso lixo, aquele que não tivemos tempo para reaproveitar, ou então para alimentar a população mundial com matéria-prima para as nossas tecnologias – ironicamente feitas para aproveitar nosso tempo, hoje força o contrário. Penso que é necessário dar um tempo não só para espairecer nossos pensamentos, aliviar nossas mentes e refletir sobre o que fazemos. Também nosso planeta precisa de tempo para refazer o que dele destruímos com a nossa paranóia de ter mais tempo. <span style="font-size:12pt;">E precisa ser logo, porque como diz a música, “não há tempo que volte”.</span></p>
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